Especial Covid-19

Especial coronavirus

Covid: paciente se cura após 43 dias com pulmão artificial

Paciente de Paulínia se recupera com terapia usada pelo ator Paulo Gustavo, morto em maio deste ano

| ACidadeON Campinas -

Paulo Sérgio fez uso da terapia ECMO por 43 dias (Foto: Vera Cruz Hospital/Divulgação)
Após 43 dias respirando com o auxílio de um aparelho de ECMO (Oxigenação por Membrana Extracorpórea), Paulo Sérgio Smizmaul, de 53 anos, deixou o Vera Cruz Hospital, em Campinas, no último dia 10. Ele foi para casa, em Paulínia, e se recupera dos problemas de saúde causados pela covid-19 e pelo longo período de internação. 

O analista de logística testou positivo para a doença causada pelo coronavírus no final de junho junto com a esposa, Vanuza Milanêz. No período de isolamento, porém, o homem passou a ter sintomas mais fortes, como dores no corpo e na cabeça. Ele, então, procurou atendimento no Hospital Municipal de Paulínia. Neste momento, ficou no local por nove dias.

PIORA E TRANSFERÊNCIA

Mas, como o quadro se agravou ainda mais e o pulmão estava comprometido, a companheira explica que precisou buscar uma alternativa melhor de tratamento. Transferido para o Vera Cruz, Smizmaul teve outra piora e passou a usar a ECMO no sétimo dia.

"O caso do Paulo era gravíssimo, mas o que me tranquilizou desde o início foi o diálogo com a equipe médica, que disse que teríamos uma luta grande, mas que venceríamos juntos e com muita paciência e dedicação", diz a companheira dele.

A terapia funciona como um pulmão artificial fora do corpo do paciente. Um tubo é colocado nos vasos sanguíneos para que o sangue seja reoxigenado e para que seja feita a troca de gás carbônico e oxigênio.

A técnica se tornou mais conhecida, principalmente após o uso pelos médicos que trataram do ator e comediante Paulo Gustavo, morto por complicações da covid em maio deste ano.

MELHORA E ALÍVIO

Dos 79 dias de internação por causa da covid-19, Paulo Sérgio precisou de 43 dias conectado ao aparelho para que seu pulmão pudesse voltar à normalidade. Durante esse tempo, chegou a ser desconectado depois que o organismo esboçou reação, mas foi novamente conectado após uma reavaliação. Uma semana mais tarde, o analista já estava melhor e a terapia não se fez mais necessária.

"É gratificante ver um paciente que passou por diversas complicações vencer o vírus e poder ir para a casa em franca reabilitação", definiu o médico Maurício Marson, um dos responsáveis pelo serviço de ECMO do Vera Cruz Hospital.

Emocionada após a confirmação da alta no último dia 10, a esposa do paciente se disse aliviada e fez questão de agradecer a todos os envolvidos no atendimento.

"A ECMO salvou a vida do Paulo. E o doutor Maurício Marson e toda a equipe do Vera Cruz se dedicaram ao máximo para trazê-lo de volta para mim, para toda a família, os filhos e os netos", afirma Vanuza.

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