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Operação da PF contra grupo empresarial tem alvos em Indaiatuba

Grupo seria responsável por sonegação de impostos e lavagem de dinheiro

| ACidadeON Campinas -

Mandados são cumpridos em Indaiatuba, Sorocaba e Votorantim (Foto: Divulgação Receita Federal)

A Polícia Federal cumpre na manhã de hoje (2) quatro mandados de busca e apreensão em Indaiatuba. As ações são parte da Operação Pomar, deflagrada nesta quarta-feira e que busca provas contra um grupo empresarial investigado por fraudes de sonegação e lavagem de dinheiro.

Segundo a PF, a estimativa da Receita Federal é que mais de seis mil notas fiscais tenham sido falsificadas entre 2014 e 2017, para emissão de notas fiscais falsas, com o objetivo de gerar créditos tributários ilegítimos. As notas somariam um volume financeiro de R$ 689,1 milhão, e eram endereçadas a três empresas do grupo investigado.  

Ao todo são cumpridos 15 mandados de busca e apreensão. As investigações ocorrem também em Sorocaba e Votorantim. De acordo com a corporação, foi autorizado o bloqueio de contas bancárias, veículos e imóveis dos investigados no valor de até R$ 78 milhões. 

Além da sonegação e lavagem de dinheiro, o grupo é investigado por ocultação de patrimônio imobiliário, realizando escrituração de imóveis em nome de pessoas jurídicas desprovidas de capacidade econômica. Todos os crimes seriam realizados por profissionais do ramo de contabilidade.   

Em Indaiatuba, dois dos alvos são uma empresa de contabilidade, a Contex, e outra do ramo em produtos plásticos, SaferChem.De acordo com a PF de Campinas, a maior parte dos objetos apreendidos é de celulares, mas também há computadores e documentos.

Após o término das apreensões, os materiais serão encaminhados para a sede da Polícia Federal de Sorocaba, que comanda a operação.

Segundo a PF, a operação foi nomeada "Pomar" devido ao fato de que as empresas supostamente "de fachada", constituídas em nome de interpostas pessoas, popularmente conhecidas como "laranjas". 



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