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Motoristas reclamam de reajustes dos combustíveis em Campinas

Sequência de aumentos incomoda consumidores em Campinas; anúncio foi feito pela Petrobras nesta sexta-feira (17)

| ACidadeON Campinas -

Gasolina e diesel sofreram novo reajuste em todo o Brasil (Foto: Reprodução/EPTV Campinas)
 

Os reajustes na gasolina e no diesel anunciados nesta sexta-feira (17) incomodaram os motoristas de Campinas, que reclamam da série de aumentos.

Os novos valores passam a vigorar neste sábado (18), segundo a Petrobras, mas os postos de combustíveis do município não tiveram procura acima do normal.

Na tarde de hoje, depois de pagar acima de R$ 6,80 em diversos locais da cidade, os consumidores reclamam do que consideram uma prática abusiva.

O corretor de seguros Gustavo Félix critica principalmente o fato dos salários não terem sofrido o mesmo tipo de valorização, mesmo com a economia atual.

"Complicado né? Infelizmente o salário de ninguém aumentou nesse tempo. E com essa inflação, aí fica complicado para todos nós né?", argumenta ele.

O advogado João Bortolazzo faz coro e lamenta a situação. "Não tá dando né? A gente abastece e gasta quase um salário mínimo por mês de combustível", diz.

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COMO VAI FICAR?


A Petrobras anunciou reajustes de 5,2% no preço da gasolina e de 14,2% no preço do diesel. Com isso, as distribuidoras devem pagar novos valores.

O último ajuste na gasolina ocorreu em 11 de março, há 99 dias. Já o do diesel, aconteceu em 10 de maio. Portanto, há cerca de 39 dias. Veja como fica:

- Gasolina: de R$ 3,86 vai para R$ 4,06 por litro;

- Diesel: de R$ 4,91 vai para R$ 5,61 por litro.


REFLEXOS

Os valores pagos pelos motoristas nas bombas também são influenciados pelos impostos e as margens de lucro de distribuidores e dos revendedores.

Na última semana, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo), o preço médio da gasolina em Campinas foi de R$ 6,72. Já o de diesel, R$ 6,69.

O economista do Observatório PUC-Campinas, Paulo Oliveira, explica o atual momento de altas frequentes adotadas pela Petrobras em todo o país. 

"O que a gente tem é uma regra de preços diferente para essa formação de valores do petróleo cru e dos derivados. Embute também os valores do mercado internacional e uma margem considerada justa pela Petrobras", afirma ele.

Ainda conforme Oliveira, a cadeia toda sofre com essa nova política de reajustes.

"Em um país onde quase todo o transporte é feito por rodovias, o preço do diesel ser impactado é o mesmo que amentar todos os preços", comenta ele.

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