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Lotado, HC da Unicamp suspende atendimentos em Campinas

Decisão afeta também cirurgias eletivas após hospital referência na região atingir 100% de lotação em UTI-Covid; SUS municipal está 99,16% lotado

| ACidadeON Campinas -

HC da Unicamp (Foto: Denny Cesare/Código19) 

*Esta matéria foi atualizada às 17h32 do dia 9 de março 

O HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp suspendeu na tarde desta terça-feira (9) todos os atendimentos em Campinas e as cirurgias eletivas realizadas no local após atingir lotação máxima na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) de covid-19. Todos os leitos disponíveis estão ocupados e a decisão da suspensão foi do GT (Grupo de Trabalho) de crise da unidade. Além da UTI, a ocupação no PS (Pronto Socorro) está em 350%, segundo a Unicamp (leia mais abaixo).

De acordo com o hospital, estão suspensos também os encaminhamentos feitos pelo Samu, Resgate do Corpo de Bombeiros e pela Cross (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde), do Estado de São Paulo. A suspensão dos cirurgias eletivas é válida até o dia 26 de março e do atendimento, por 24 horas.

No HC, são 30 leitos complexos para pacientes de covid-19 e não há leitos livres para novos pacientes de coronavírus. Já no PS (Pronto Socorro), a ocupação chega a ser de 350%, segundo a Unicamp. O local está com 67 pacientes, sendo
41 com indicação de internação em enfermarias e 14 casos de covid confirmados.   
 
Ainda segundo o hospital, oito pacientes graves também estão entubados. "Nos últimos dias houve um aumento expressivo de procura espontânea de casos com síndromes respiratórias que lotaram a Unidade" e "a medida de suspensão de internações para cirurgias eletivas é para dar vazão aos pacientes do PS", disse o HC. 

A última vez que o atendimento foi suspenso devido a lotação no PS foi no dia 11 de janeiro, quando o HC tinha 17 leitos.

OUTROS LEITOS


Na rede municipal, gerida pela Prefeitura, a situação também é grave, com 99,16% de ocupação hoje. Dos 119 leitos, somente um está livre. Na rede particular, a ocupação é de 88,14%, com 21 leitos livres.

O colapso da rede de saúde pública ocorre desde o dia 21 de fevereiro, quando Campinas atingiu 100% de ocupação na rede municipal. Desde então, os gestores têm alertado para um aumento importante no total de internações, com a tendência de aumento de casos.

Ontem, para desafogar a rede, a Prefeitura anunciou uma expansão na rede de atendimento para o tratamento do coronavírus. Serão ampliados leitos de enfermaria e UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Anchieta Metropolitana e no Hospital Metropolitano - este último requisitado judicialmente pela Administração.

Apesar desse anúncio, de ontem para hoje foi fechado um leito de covid-19 na rede particular. A Prefeitura não informa em qual hospital isso ocorreu.

O Estado também anunciou ontem novos leitos abertos para o tratamento da doença no AME (Ambulatório Médico de Especialidade), com instalação ainda em março, mas sem data precisa. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, o serviço para coronavírus contará com 20 leitos de UTI e 10 leitos de enfermaria.

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