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Nova unidade do Hospital de Campanha terá capacidade de ampliação para chegar a 114 leitos

A Central de Regulação será responsável pelo encaminhamento dos pacientes.

ACidade ON - Campinas

Profissionais passaram por capacitação profissional antes de começar o atendimento no Hospital de Campanha - Foto: Créditos: Divulgação PMC

O Hospital de Campanha já está em pleno funcionamento e, a partir de agora, será uma das principais referências de Campinas no combate ao Coronavírus. Nesse primeiro momento, a unidade instalada no ginásio da sede dos Patrulheiros conta com 36 leitos já preparados. De acordo com a Rede Mário Gatti, responsável pela gestão, as diversas equipes que irão atuar finalizaram um treinamento de capacitação na sexta-feira, 15, pela manhã e no período da tarde começaram a receber os primeiros pacientes.  

O anúncio início das atividades do hospital foi feito pelo prefeito Jonas Donizette em live na sexta-feira, 15. Três pacientes, um do Ouro Verde e dois do Mário Gatti, foram os primeiros a receberem atendimento na nova unidade. Na terça-feira, 19, o Hospital já contava com 10 pessoas internadas. 

Pelo planejamento feito pela Rede Mário Gatti, outros 18 leitos começarão a ser implantados e serão entregues em junho, somando 54 leitos. Se houver necessidade, a unidade tem capacidade de ampliação para 114 leitos. Logo após o início do atendimento, a Central de Regulação de Vagas do Município fez a regulação de três pacientes, um foi transferido do Hospital Ouro Verde e dois do Hospital Mário Gatti.  

O prefeito Jonas Donizette fez questão de agradecer mais uma vez a ONG Expedicionários da Saúde (EDS), grupo sem fins lucrativos que construiu e equipou o hospital. "A obra teve um custo de R$ 7 milhões para a construção e agora faremos a operação com um pouco mais de R$ 1.000,00 por leito. Houve um deságio de 15% desde quando fizemos o edital de chamamento", contou. A Prefeitura não teve gastos com a implantação. 

O presidente da Rede Mário Gatti, Marcos Pimenta, ressaltou que o Hospital de Campanha "inicia suas atividades em um momento extremamente sensível, em que há um aumento abrupto do número de pacientes, embora esperado. Ele nasce integrado aos nossos hospitais, Unidades de Pronto Atendimento, Samu e com a Secretaria Municipal de Saúde. Sua abertura possibilita desafogar as portas assistenciais", afirmou. 

Jonas Donizette também cumprimentou Marcos Pimenta e toda a equipe da Rede Mário Gatti pelo trabalho, além de destacar a importância da solidariedade de cidadãos que, por meio de doações de recursos e de trabalho árduo, propiciaram a realização da obra. 

"Muitas vezes vemos imagens da China, sobre a construção rápida de hospitais e nós conseguimos fazer um hospital em 15 dias", destacou. 

Capacitação 

Para iniciar o trabalho de atendimento, Marcos Pimenta revelou que na manhã de sexta-feira, 15, os profissionais passaram por capacitação. As equipes, principalmente da área assistencial (enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos, fisioterapeutas), foram instruídas sobre como fazer paramentação e desparamentação (colocar e tirar os equipamentos), uso de touca, de luvas, de máscaras e instruídos a respeito dos EPIs de forma correta. 

Além disso, exclusivamente, médicos e enfermeiros receberam também capacitação para situações de emergência de Covid-19, como a entubação de pacientes e os cuidados necessários para proteger o profissional e o paciente no momento deste procedimento. 

O controle de pacientes enviados para o hospital será feito via Central de Regulação. Não será porta aberta, ou seja, demandas espontâneas não serão atendidas. A unidade está instalada na sede dos Patrulheiros, no Parque Itália, numa área próxima ao Hospital Mário Gatti, cedida pela administração dos Patrulheiros Campinas. 

 

O atendimento teve início na sexta-feira, 15 de maio, com um total de 36 leitos disponíveis nessa primeira fase - Foto: Crédito: Divulgação PMC

Recursos  

A Administração Municipal vai custear o funcionamento da unidade. Foi realizado um chamamento público e o Instituto Bom Jesus foi o vencedor do certame. O contrato é de cerca de R$ 4,5 milhões por 90 dias para os 54 leitos iniciais. A instituição selecionada é responsável por todo o RH do hospital, incluindo as equipes de profissionais da saúde, de assistência, de higiene, além de alimentação, insumos e outros. O hospital também conta com três ambulâncias exclusivas para a Covid-19, que ficarão estacionadas no local para uma eventual necessidade de transporte. A medida é uma parceria com o Exército.  

"Nós estamos ajustando todo o fluxo para que o paciente que já está internado no Mário Gatti e no Ouro Verde sejam transferidos para o Hospital de Campanha. Os pacientes que estão nas UPAs e precisam de internação vão primeiro para as unidades hospitalares e depois para o Hospital de Campanha quando forem estabilizadas", disse o presidente da Rede Mário Gatti, Marcos Pimenta. 

A unidade foi dividida, inicialmente, em três blocos, cada um deles possui 12 leitos. O sistema de ventilação do local tem como diferencial a filtragem do ar, que passa três vezes por tubos de drenagem, com o intuito de evitar a entrada de ar contaminado. Nos leitos, além da cama, há uma cadeira e uma mesa usada para a alimentação do paciente. Uma bolsa é disponibilizada para que os atendidos guardem seus pertences. 

"Inicialmente, teremos 36 leitos, depois mais 18, totalizando 54 leitos e podendo chegar a 114 leitos. A instituição filantrópica é responsável pela alocação de pessoal, tanto assistencial, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, mas também pela contratação das empresas de limpeza e alimentação", explicou Marcos Pimenta. 

Em reuniões com o prefeito Jonas Donizette e profissionais da saúde, Ricardo Affonso Ferreira, fundador e presidente da ONG Expedicionários da Saúde, sempre fez questão de ressaltar que o Hospital de Campanha foi construído com recursos próprios, provenientes de parcerias e doações de pessoas e empresas socialmente responsáveis e sem qualquer tipo de repasse financeiro governamental. 


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