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Campinas tem agosto mais seco dos últimos 2 anos

Levantamento do Cepagri, da Unicamp, apontou que mês foi o de menor volume desde 2019

| ACidadeON Campinas -

Mês de agosto teve tempo seco (Foto: Luciano Claudino/Código19) 

Levantamento do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura), da Unicamp, apontou que o mês de agosto registrou metade da chuva esperada para o mês em Campinas. No total, foram 15,5 milímetros de chuva em apenas dois dias. A média histórica é de 31,4 milímetros, de acordo com o Centro.

Além disso, o mês de agosto deste ano teve o menor volume de chuvas desde 2019, quando o registro foi de 5,3 milímetros. No acumulado do ano, foram 622,6 milímetros, de acordo com os dados do Cepagri.

No dia 16 de agosto, Campinas registrou uma chuva isolada, sendo a primeira do mês de agosto. Ela ocorreu durante um longo período de estiagem, com alertas da Defesa Civil de baixa umidade relativa do ar, incluindo o de estado de emergência, praticamente diários.

Esse estado, o mais crítico de todos, é considerado como similar ao de clima desértico. Isso ocorreu no dia 25 de agosto, quando a umidade relativa do ar atingiu 11,8%.

Antes desse período, Campinas teve uma onda de frio intensa no final de julho e começo de agosto. No dia 30 de julho, a cidade registrou a temperatura de 3,5°C às 4h50. Além de superar a temperatura mais baixa do ano, a cidade registrou ainda a medição mais baixa desde 2000.

CALORÃO

Campinas também registrou a maior temperatura do ano, com 34,1° no dia 27. Após a onda de calor, a cidade teve uma mudança na temperatura, que manteve as temperaturas mais amenas até hoje. 

ANÁLISE 

"Em agosto começamos com uma primeira semana bastante fria, reflexo daquela massa polar histórica do final de julho. Já na primeira quinzena não tivemos chuva em Campinas, mas houve alguns momentos de queda de temperatura e, a partir da segunda quinzena, começamos a perceber as temperaturas subindo, de forma gradativa e contínua", disse Bruno Bainy, meteorologista do Cepagri.

Ele afirmou ainda que a chuva veio a partir do dia 16 de agosto, por conta de um sistema de baixa pressão e, a partir daí, as temperaturas subiram, chegando a uma onda de calor. "O ar foi ficando mais seco e mais poluído, tivemos aumento de queimadas. E essa massa ficou estagnada na região e agora tivemos a última frente fria aumentando a nebulosidade, provocando chuvas", analisou.

Ele falou que agosto é, tipicamente, um mês de menos chuvas e em média é o que tem menos dias de chuvas. "São cerca de 3 dias no mês. Isso é o que aponta a nossa série histórica".

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