cotidiano

Especial coronavirus

Hoje é o último dia do comércio aberto na região antes da fase vermelha

A intenção das medidas restritivas é reduzir o número de casos de covid-19 e desafogar hospitais

| ACidadeON Campinas -

Movimento de rua no Centro de Campinas na semana passada. (Foto: Karen Fontes/Código19)
 

Todas as cidades do estado de São Paulo entram na fase vermelha do Plano São Paulo a partir desse sábado (6). Por isso, hoje (5), é o último dia de comércio e serviços abertos. A medida vale até o dia 19, mas pode ser prorrogada.  
 
A intenção das medidas restritivas é reduzir o número de casos de covid-19 e desafogar hospitais. Nesta semana o estado bateu recorde de mortes em 24 horas - foram 468 na terça-feira e também de ocupação de leitos. 

Campinas já sentindo a pressão de aumento dos casos e internações, antecipou a medida e desde a quarta-feira quando já entrou na fase vermelha com comércio e serviços fechados e só atendendo por delivery ou drive-thru. Nessa semana a cidade sofreu com a ausência de leitos municipais (leia mais aqui). 
 
Na região outras cidades também anteciparam a medida como Hortolândia, Valinhos e Paulínia. 

De acordo com o Plano SP, a fase vermelha só permite funcionamento normal de serviços essenciais como indústrias, escolas, bancos, lotéricas, serviços de saúde e de segurança públicos e privados, construção civil, farmácias, mercados, padarias, lojas de conveniência, feiras livres, bancas de jornal, postos de combustíveis, lavanderias, hotelaria e transporte público ou por aplicativo, entre outros. 
 
Já os comércios e serviços não essenciais só podem atender em esquema de retirada na porta, drive-thru e pedidos por telefone ou internet. Academias, salões de beleza, restaurantes, cinemas, teatros, shoppings, lojas de rua, concessionárias, escritórios e parques deverão ficar totalmente fechados ao público. 

Os serviços essenciais precisam cumprir protocolos sanitários rígidos, como fornecimento de álcool em gel, aferição de temperatura, ventilação de ambientes, controle de fluxo de público e horário diferenciado para abertura e fechamento. O toque de restrição estará em vigor a partir das 20h em todas as regiões do estado, com recomendação para circulação restrita em vias públicas e fiscalização ampliada até as 5h. 

As Prefeituras também podem impor medidas ainda mais restritivas devido à gravidade dos indicadores locais de epidemiologia e capacidade hospitalar, como já ocorre em Campinas.

O que pode funcionar na fase vermelha no estado?

- Escolas e universidades ( vale destacar que em Campinas está vetada a aula presencial);

- Hospitais, clínicas, farmácias, dentistas e estabelecimentos de saúde animal (veterinários);

- Supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres
Delivery e drive-thru para bares, lanchonetes e restaurantes: permitido serviços de entrega;

- Cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis e lojas de materiais de construção;

- Empresas de locação de veículos, oficinas de veículos, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos;

- Serviços de segurança pública e privada;

- Construção civil e indústria;

- Meios de comunicação, empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens;

- Outros serviços: igrejas e estabelecimentos religiosos, lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica e bancas de jornais.

Escolas

Na atual configuração da fase vermelha, as escolas podem continuar recebendo alunos com o limite máximo de 35% da capacidade. Segundo o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, as escolas ficarão abertas para atender às famílias que precisarem e quiserem que os filhos frequentem as unidades. Vale lembrar que Campinas aumentou as restrições e por decreto não permitiu até o dia 16 de março as aulas presenciais na rede privada e pública, incluindo na rede estadual.

Mais notícias


Publicidade