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Fim de ano: Carmino pede festas pequenas e que empresas não façam confraternização

Segundo o secretário, o pedido é necessário devido ao aumento no número de casos de coronavírus em Campinas

| ACidadeON Campinas -

Secretário de Saúde, Carmino de Sousa, durante coletiva na manhã desta sexta-feira. (Foto: Divulgação/Prefeitura de Campinas)

O secretário de Saúde de Campinas, Carmino de Souza, pediu, durante transmissão nas redes sociais, na manhã desta sexta-feira (11), que as confraternizações de Natal e Ano Novo sejam limitadas ao menor número de pessoas possível. Ele também destacou para que os encontros ocorram sem aglomerações e que as empresas evitem promover festas de confraternizações como é de costume no final de ano.  

Segundo o secretário, o pedido é necessário devido ao aumento no número de casos de coronavírus em Campinas. Ele afirmou que os casos ainda estão estáveis, mas é necessário evitar aglomerações para a transmissão que hoje está abaixo de 1 ponto não voltar a aumentar. Hoje, a Prefeitura divulgou o novo boletim, com três novas mortes e 209 novos casos. Com os números atualizados, a cidade registra nesta sexta-feira o total de 45.989 casos confirmados desde o início  da pandemia, e 1.409 vítimas fatais (leia mais aqui). 

"A primeira recomendação é que não façam as confraternizações que habitualmente são feitas nessa época do ano. As corporações, organizações, nessa época do ano, sempre promovem churrascos em chácaras, restaurantes, amigo secreto. Acho que isso a gente pode pedir fortemente para não fazerem. A aglomeração de pessoas é a causa mais importante da transmissão do vírus", destacou.  
 
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NATAL E ANO NOVO
 
Questionado sobre as orientações para as comemorações do Natal, Carmino fez apelo para que quem consiga, faça festas de maneira remota. O secretário ainda citou as vacinas que estão sendo analisadas, e ainda afirmou que a paciência é a melhor forma de proteção. 

"A gente deve evitar aglomerações. Se puder evitar transitar, aglomerar pessoas dentro de uma casa é melhor. Não existe um número mágico que limita o número de pessoas para as festas. Alguns países definiram por oito pessoas, outros por 10. O fato é que por uma conquista impressionante da ciência estamos muito perto de ter a vacina, e acho que a gente tem que aguentar um pouco mais", afirmou, citando o Natal desse ano como atípico.  

"É certo que o Natal de 2020 será diferente. Temos que nos proteger, fazer distanciamento. Cada um de nós tem sua família e se pudermos fazer saudação de maneira remota é mais prudente", completou. 
 
A fala de Carmino vai de encontro a determinação do governador João Doria (PSDB), no início do mês, que proibiu no Estado Réveillon em bar, restaurante e hotel (leia mais aqui). 


  

PROIBIÇÃO DE FESTAS

Para as festas do Réveillon, Carmino reafirmou firmemente a proibição de comemorações. "Pro Ano Novo, não tenho a menor dúvida que aquelas imensas aglomerações devem ser evitadas fortemente. Porque foi isso que causou o aumento na Europa. Tenho certeza que a grande piora na Europa se deu pelo Verão. Quando as pessoas foram para as praias e clubes", disse.  

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB) afirmou que já existem proibições para que hotéis, casas noturnas ou qualquer tipo de eventos não sejam feitos no final do ano em Campinas. Ele ainda ressaltou que alguns que já estavam programado, foram cancelados. 
 
Como presidente da FNP (Frente Nacional de Prefeitos), Jonas ainda citou que a maioria dos prefeitos de praias litorâneas afirmou a ausência de shows de fogos de artifício, e também o cancelamento de eventos festivos promovidos todo ano.

"A maioria das pessoas da reunião afirmou que não vai ter eventos festivos, então acho recomendável as pessoas se resguardarem" acrescentou.

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