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Especialista responde: para quem a vacina não é indicada?

Segundo o instituto Butantan e a Fiocruz, as vacinas só não indicadas para pacientes com reação alérgica aos produtos que compõem os imunizantes

| ACidadeON Campinas -

Vacina por enquanto esta sendo aplicada apenas em idosos por falta de doses no Brasil (Foto: Karen Fontes/Código19)
Aprovadas para aplicação no Brasil, tanto a vacina chinesa Coronavac quanto a AstraZeneca apresentam contraindicações semelhantes e podem ser aplicadas na maioria da população. No entanto, para determinados grupos as doses não são indicadas ou ainda não tiveram eficácia e segurança comprovadas. 

Os responsáveis pela distribuição dos imunizantes, Instituto Butantan e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), orientam que apenas pessoas com histórico de alergia aos produtos que compõem a vacina não tomem as doses. 

Segundo o Butantan, a Coronavac é composta pelos seguintes elementos: hidróxido de alumínio, hidrogenofosfato dissódico, di-hidrogenofosfato de sódio, cloreto de sódio e hidróxido de sódio. 

Já a vacina da AstraZeneca é composta por cloridrato de L-histidina monoidratado, cloreto de magnésio hexaidratado, polissorbato 80, etanol, sacarose, cloreto de sódio e edetato dissódico di-hidratado. 

Sendo assim, as pessoas que já foram vacinados pela primeira dose da CoronaVac ou AstraZeneca e tiveram anafilaxia não devem receber a segunda dose das vacinas. 

OUTROS GRUPOS 

Além daqueles com reação alérgica aos componentes da vacina, a infectologista da Terça da Serra Priscila de Marco da Silveira Frazão aponta outros grupos, cuja segurança da vacina ainda não foi comprovada. 

"As vacinas não são indicadas para crianças e adolescentes, pessoas alérgicas aos veículos da vacina. Ainda há um questionamento com relação às gestantes. Quem está doente não deve se vacinar nesse momento". 

No início da imunização no Brasil, tanto o Ministério da Saúde quanto a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já apontavam que menores de 18 anos e gestantes não devem receber os imunizantes, já que os estudos clínicos, que basearam a aprovação do uso emergencial dos compostos, não incluíram representantes dessas populações.  

Contudo, enquanto especialistas não orientam os imunizantes, outros defendem que, apesar de ainda não serem indicados, não significa que determinados grupos não possam tomar a vacina. 

No caso das gestantes, em entrevista a Jovem Pan, o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações Renato Kfouri alegou que o posicionamento de determinados especialistas acontece por uma falta de estudos que envolvam grávidas, não sendo, necessariamente, uma contraindicação. 

"A gente sabe que a gestação aumenta o risco de covid grave e, se ela pertence ao grupo de risco, essa decisão deve ser compartilhada com o seu médico e a família. Provavelmente são vacinas que não vão trazer nenhum risco, são vacinas inativadas como as que estamos acostumados a usar em grávidas, mas não tem nenhum estudo", disse Kfouri. 

Ao ACidade ON, a infectologista do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu Fabiana Sinisgalli Romanello Campos disse que algumas situações requerem consulta a um especialista, mas não necessariamente há contraindicações. "Em caso de doenças oncológicas, ou autoimunes em uso de imunossupressores o ideal é solicitar a orientação do especialista, embora na maioria das vezes não seja contraindicada", disse. 

Com relação aos menores de 18 anos, ainda não há previsão para que sejam incluídos na fila de imunização do Brasil.

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