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Política

Câmara banca R$ 306 mil em cursos para funcionários

Além do vale-alimentação de R$ 1,3 mil, de viagens pagas pelo Legislativo, os servidores da Casa podem também ter seus estudos ou dos seus filhos, custeados com o dinheiro do contribuinte

| ACidadeON Campinas

Presidente da casa, Marcos Bernadelli, em sessão. Foto: Divulgação/Câmara de Campinas

Os servidores da Câmara de Campinas, além de receberem o vale-alimentação de R$ 1,3 mil, auxílio-transporte de R$ 376,00, de terem viagens de capacitação bancadas pelo Legislativo, também podem ter seus estudos e dos seus filhos, custeados com o dinheiro do contribuinte. Somente este ano, o presidente da Casa, Marcos Bernardelli (PSDB), autorizou gastos no valor de R$ 306 mil para bancar os cursos dos funcionários e familiares. Em 2018, o Legislativo pagou R$ 590 mil em bolsas de estudo.

A lei que garante aos servidores o uso do dinheiro do contribuinte para bancar seus estudos é antiga, de 1976. Ela foi alterada em 1984 pelo então prefeito José Roberto Magalhães Teixeira para ampliar a concessão do benefício e vigora até hoje.

A Câmara não informou qual a quantidade de bolsas pagas e em quais cursos servidores ou seus filhos estão matriculados até o momento. Pela lei, os funcionários podem escolher qualquer curso em qualquer instituição de ensino e os valores devem ser pagos com o orçamento do Legislativo. No Portal Transparência, constam seis pagamentos. O valor mais alto é de R$ 63,5 mil e o mais barato de R$ 43 mil. O curso custeado por ser feito pelo servidor, ou pelo filho a pedido do funcionário da Casa.

Em abril deste ano, o ACidade ON Campinas mostrou que a Câmara paga altos salários para seus servidores, que chegam até R$ 32 mil, no caso de Procuradores. Atualmente, o valor pago aos funcionários de carreira não podem ultrapassar o teto do prefeito, que é de R$ 23 mil. Mesmo assim, em valores brutos, os salários na Casa podem chegar a R$ 100 mil. LEIA MAIS AQUI

A Câmara, que tem 33 vereadores, conta este ano com R$ 135,7 milhões para gastar com funcionários, despesas diversas e benefícios. Desse total, a Casa já gastou R$ 49 milhões. É comum, ao final de cada ano, que os presidentes usem o que "sobra" para devolver ao Executivo. Essa devolução vira palanque eleitoral com discursos de austeridade e de renda revertida para investimentos em Educação e Saúde.

BENEFÍCIOS

Recentemente, os servidores contratados no último concurso público receberam mais um benefício, conseguiram reduzir a carga de trabalho de oito para seis horas diárias. A justificativa para aprovar a proposta na época foi a diferença de horários entre servidores antigos e os novos contratados. Além da redução, os vereadores também autorizaram o pagamento de vale-alimentação para os comissionados.

CURSOS E VIAGENS

Além das bolsas de estudo, o Legislativo também bancou viagens e cursos de capacitação para os funcionários. Para os cursos, a Câmara desembolsou R$ 18,9 mil. Um deles foi para a participação de servidores no Curso de Licitações Internacionais, ao custo de R$ 9,8 mil para cinco servidores. A capacitação ocorreu em Brasília. Desse valor, R$ 9.095,93 foram gastos com passagens aéreas.
Em maio deste ano, a Câmara também pagou outras três viagens. Quatro funcionários estiveram em Porto Alegre para participar do Curso Prático de Processo Legislativo. As passagens custaram R$ 8,7 mil.

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