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Com medo de desabastecimento, postos de combustíveis registram fila de veículos

Após protestos de caminhoneiros, a região já registra aumento na procura de clientes para abastecer veículos

| ACidadeON Campinas -

 

Fila em posto de combustível na Avenida dos Esportes, em Valinhos (Foto: Reprodução EPTV)

O medo de uma nova paralisação dos caminhoneiros e o risco de uma falta de combustíveis tem provocado filas em postos de combustíveis na região de Campinas na manhã desta quinta-feira (9). Os motoristas temem que uma possível greve dos caminhoneiros gere racionamento de combustível, assim como aconteceu em 2018. Apesar do receio, o sindicato da categoria disse que o movimento ainda não afetou o abastecimento nos postos. 

Em Campinas, filas foram vistas em postos no Jardim do Lago, próximo a rodovia Anhanguera, na região da Chácara Primavera e do Taquaral logo no início da manhã. Em Valinhos, filas em postos de combustíveis chegaram a virar o quarteirão Avenida dos Esportes. Um dos postos na avenida relatou desabastecimento pela alta demanda. 

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Em Americana, por volta das 8h da manhã, também houve movimentação em dois postos de combustível no bairro Cidade Jardim. Já em Santa Bárbara d'Oeste filas também foram registradas próximo ao supermercado Higa, no Distrito Industrial. 

SINDICATO TEME PÂNICO

Em nota, o Recap (Sindicato dos Postos de Combustíveis de Campinas e Região) disse que está monitorando a situação das mobilizações de caminhoneiros no país e a expectativa é que haja dispersão em breve. 

"O sindicato reforça que é importante que não se crie pânico. Até o momento, trata-se de um movimento pontual, que não afetou, nesta manhã, o abastecimento dos postos", disse a nota. 

Ainda segundo o Recap,  já houve a normalização do carregamento de caminhões de combustíveis na refinaria de Paulínia. Diante da dispersão do movimento, a expectativa é que não haja desabastecimento nos postos. 



PROTESTO 

Durante a manhã desta quinta, cerca de 25 caminhoneiros fizeram um protesto a favor do governo do presidente Jair Bolsonaro e contra os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) na Rodovia Zeferino Vaz (SP-3320), na altura de Campinas.

Não houve interdição de faixas e nem bloqueio de trânsito, mas os manifestantes impediram a passagem de caminhões pela via. Segundo a Polícia Rodoviária, por volta de 9h30 manifestantes já liberavam o tráfego de caminhoneiros e se dispersavam. O protesto encerrou por volta de 11h.

Até o momento, esse foi o único ponto de manifestação registrado nas rodovias de Campinas. 

Na região, houve interdição na Rodovia Anhanguera (SP-330), na altura de Limeira. Segundo a Autoban, concessionária responsável pelo trecho, apenas os caminhões estavam sendo parados, enquanto carros de passeio, ônibus e ambulâncias podiam seguir viagem. A liberação aconteceu por volta de 9h10. 

Além disso, há interdição parcial em Piracicaba, onde os motoristas realizam manifestação na Rodovia Geraldo de Barros. Já na Grande São Paulo os caminhoneiros realizam bloqueio na rodovia Régis Bittencourt, na altura do quilômetro 280, em Embu das Artes. Agentes da Polícia Rodoviária desviaram o fluxo de veículos para dentro da cidade. 

MOVIMENTO

Os protestos da categoria começaram ontem (8) pelo país, um dia após os atos do feriado de 7 de Setembro. 

Apesar do movimento, o presidente chegou a gravar um áudio, pedindo para que os caminhoneiros liberem as estradas do país. Na gravação, Bolsonaro disse que a ação "atrapalha a economia" e "prejudica todo mundo, em especial, os mais pobres". 

O último boletim emitido pelo ministério da Infraestrutura sobre a situação de bloqueios nas estradas e informou que, às 20h30 desta quarta-feira (8), foram registrados pontos de concentração em rodovias federais em 14 Estados, sendo 12 com abordagem a veículos de cargas.

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