Publicidade

cotidiano

Cadastro de alunos na Educação Infantil cresce 28% em Campinas

Secretário vê reflexo da retomada presencial nas escolas; creches não terão volta presencial obrigatória

| ACidadeON Campinas -

 

Creche da rede municipal de ensino de Campinas (Foto: Denny Cesare/Código 19)

 
A secretaria municipal de Educação de Campinas recebeu neste ano 7.572 cadastros de famílias interessadas em garantir vagas da Educação Infantil. O total é 28,25% maior do que o registrado em 2020, que teve 5.904 inscrições.  

O cadastro é valido para crianças de 0 a 5 anos. As inscrições foram abertas em 1º de setembro e terminaram na última sexta-feira (22). A inscrição não garante vaga, mas é obrigatória para matrícula dos alunos. 

Segundo a secretaria de Educação, a maior parte dos cadastros recebidos, de 3.149, refere-se a crianças com idade entre 3 e 5 anos de idade.  

Em seguida, vem as crianças com até 1 ano e seis meses, que somam 2.264 inscrições. O menor número de cadastros é de alunos com idade entre 1 ano e sete meses até 3 anos, público que constitui 2.159 inscrições.

Para o responsável pela pasta municipal, José Tadeu Jorge, o aumento é reflexo da volta do funcionamento presencial das escolas e do momento epidemiológico do município, que registra semanas seguidas de queda nos novos casos e mortes de covid-19.

"É uma situação muito diferente do ano anterior, quando não tinha escola funcionando, e isso fez diminuir a demanda. Agora, estamos indo para a ampliação. Seguramente, no ano que vem a expectativa é que seja normal. Por isso o interesse das famílias cresceu", analisou o secretário de Educação. 

Ainda de acordo com a pasta, as creches não terão volta presencial obrigatória.

E O DÉFICIT?

Problema recorrente em Campinas há anos, a demanda não atendida está atualmente em cerca de 3 mil alunos. Mas a fila de espera por uma vaga nas creches da rede municipal, já foi maior: saiu de 6,5 mil em 2019 para 5,1 mil no ano passado.

Questionado sobre a capacidade de alocar todos os 7,5 mil interessados, o secretário de Educação, José Tadeu Jorge, diz ter vagas suficientes, mas reconhece que nem todas estarão disponíveis nos locais desejados pelos pais, ou responsáveis.

"Vem diminuindo esse déficit, que já foi bem maior em anos anteriores. Quando a gente olha o número bruto, 7.572 vagas, nós temos mais vagas como um todo. Esse número nós temos como oferecer. O que acontece é que as vagas podem não estar no local demandado. Só teremos números definitivos daqui a 10 ou 15 dias. A expectativa é atender a todos. Mas pode existir incompatibilidade", diz.    
 
Segundo a Prefeitura, a distribuição das vagas será feita conforme a disponibilidade e a classificação dos alunos, e segue os critérios de participação no Programa Bolsa Família e situação de vulnerabilidade da família. 

As vagas também abrangem alunos transferidos de outros estados e da rede particular. Por lei, as crianças que completarem 4 anos até março de 2022 são obrigadas a cursar a pré-escola. Para os alunos que já estão na rede municipal a rematrícula é automática.
  
MATRICULADOS

Apesar de contabilizar um número maior de famílias interessadas, Tadeu Jorge não considera que o total de alunos matriculados deve aumentar de forma significativa ao final das etapas de planejamento e alocação das crianças, em cerca de 10 dias.

Em 2019, a cidade teve 35.425 alunos de zero a cinco anos matriculados. Em 2020, foram 35.006. Até maio deste ano, eram 33.090, índice diretamente afetado pela suspensão das aulas presenciais. Agora, a expectativa é de que volte ao patamar dos 35 mil.

"Não temos as matrículas dos cadastrados ainda, mas deve ficar por volta disso. Há certa estabilidade. As crianças do agrupamento III vão pro Ensino Fundamental e o agrupamento I tem aumento. Fazendo o cálculo aproximado, vamos ter um ligeiro aumento, mas não será muito significativo", prevê ele.

Creches retomaram as atividades na rede municipal de ensino de Campinas (Foto: Denny Cesare/Código19)


Publicidade