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Especial coronavirus

UPA Carlos Lourenço deixa de ser exclusiva para covid nesta segunda

Local passará por adaptação e retomará atendimento de urgência e emergência na quarta-feira (3)

| ACidadeON Campinas -

UPA Carlos Lourenço (Foto: Carlos Bassan/PMC)
 

A partir desta segunda-feira (1º), a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Carlos Lourenço deixará de ter atendimento exclusivo para casos de covid-19. A mudança ocorre diante de uma melhora nos índices da pandemia em Campinas.

Segundo a secretaria municipal de Saúde, não há mais necessidade de manter a UPA Carlos Lourenço como um hospital de campanha, porque o número de internações de pacientes com suspeita ou confirmação de covid-19 caiu devido a vacinação.

No total, 33 leitos de enfermaria serão desativados. O local passará por adaptações e limpeza, para poder retomar, na quarta-feira (3), o atendimento de urgência e emergência em clínica médica.

Com isso, a Rede Mário Gatti estará com o atendimento de covid centralizado no hospital Ouro Verde e na unidade hospitalar Mário Gatti-Amoreiras, com um total de 35 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 43 de enfermaria. 

DESAFOGAR 
 
Ainda segundo a Saúde, a retomada da UPA Carlos Lourenço contribuirá para reduzir a pressão no pronto-socorro do Hospital Municipal Mário Gatti, que este ano atendeu 92,7 mil pacientes até setembro, média de 340 por dia.

Antes de ser convertida em hospital de campanha para covid-19, em dezembro, a UPA Carlos Lourenço atendia, em média, 140 pacientes diariamente. 

O funcionamento será de 24h diárias para atender livre demanda da população, e também começará a receber aqueles levados pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). O local estará equipado com 23 leitos, sendo 18 de observação, dois de observação de isolamento e três de emergências.

PANDEMIA

De acordo com a diretora do Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde) de Campinas, Andrea von Zuben, a transmissão da covid-19 teve diferentes etapas na cidade.

"Começa a pandemia no município com os principais acometidos sendo de áreas sociais mais abastadas. Eram pessoas que viajaram. Passando o tempo, áreas de maior vulnerabilidade passaram a ser atingidas. E aí aquela premissa do fica em casa e mantenha distanciamento passaram a ser um desafio muito grande", explicou.



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