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Covid-19: Campinas registra morte de 91 idosos em asilos

Nessas casos a letalidade chegou ao índice de 54,5%, o que representa que mais da metade dos idosos que se contaminaram em asilos vieram a óbito

| ACidadeON Campinas -

Entre os idosos em asilos, letalidade por covid-19 é de mais de 50% (Foto: Denny Cesare/Codigo 19)

A covid-19 já vitimou 91 idosos que moravam em asilos de Campinas. Segundo dados da Vigilância Epidemiológica, ao todo 167 moradores de 31 ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos) confirmaram a infecção pela doença.

O número indica que a letalidade (índice de mortes por casos confirmados) nesses locais chegou ao índice de 54,5% - o que representa que mais da metade dos idosos que se contaminaram em asilos vieram a óbito. Ainda segundo a Vigilância, outros sete idosos permanecem internados com a doença.  

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O balanço, divulgado a pedido do ACidade ON, mostra ainda que o percentual de vítimas aumentou 26,3% desde o último balanço divulgado pela Prefeitura no mês passado. Até então, o município registrava 72 mortes entre os residentes

Entre os idosos que vieram a óbito pela doença, o perfil vai a desencontro com o de total de mortes na cidade. Nos óbitos em asilos, mais de metade das vítimas foram mulheres (58), e 33 homens. Na cidade, segundo o último boletim epidemiológico, as mortes se mantiveram superior em homens, que foram 57,6% das vítimas. Ainda de acordo com a Vigilância, a media de idade das vítimas em asilos é de 81,6 anos.

Ao todo, segundo a Prefeitura, foram avaliados ao todo 747 moradores das 31 instituições, que tiveram confirmação ou registro de surto onde moravam. Entre eles, 30,4% apresentaram sintomas, e 69,6% eram assintomáticos.

Segundo Cristiane Sartori, enfermeira do Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde) que coordena os surtos em asilos e em unidades gerais na cidade, a unidade com maior número de casos registrou 11 moradores positivos, sendo que nove moradores vieram a óbito.  

CUIDADOS MANTIDOS

Segundo Cristiane, nos lares de longa permanência os surtos coincidiram com o período de maiores casos na cidade, mas registraram aumento nesse mês .  

"Os registros de casos se assemelham no mesmo período que a cidade teve maior número de casos, começando em abril, maio, e o pico em julho. Agosto vimos que começaram a cair, mas neste mês voltou a subir", declarou a enfermeira, citando que neste mês as equipes já realizaram duas novas inspeções em asilos, que ainda não tiveram os dados computados.  

De acordo com Cristiane, mesmo que a cidade anuncie medidas de flexibilização em diversos setores, nesses locais o cuidado ainda segue mantido e redobrado.  

"A gente mantém todas as orientações, as suspensões e o cuidado dos trabalhadores. Muito em parte esses idosos se contaminam através desses profissionais ou quando saem em consulta, e ai aumenta as chances de se infectar. Mas ainda não há previsão de nenhuma flexibilização, talvez só com mais diminuição dos casos", declarou.  

Por causa da suspensão, os asilos mantêm as visitas de maneira remota ou sem a entrada dos familiares no local.

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